quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Cultivo da Bucha (Luffa aegyptiaca)



Luffa aegyptiaca ou Luffa cylindrica
A bucha, também conhecida como esponja-vegetal, bucha-dos-paulistas e lufa, é uma vigorosa trepadeira herbácea nativa do sul e sudeste da Ásia. Seus frutos maduros, quando completamente secos, são muito utilizados como esponja. Os frutos imaturos podem ser consumidos de diversas formas, podendo ser preparados das mesmas maneiras que as abobrinhas, ou até mesmo consumido cru em saladas quando bem jovens. Folhas e pontas de ramos também podem ser consumidas cozidas ou refogadas. As flores podem ser preparadas e consumidas como as flores das abóboras. As sementes podem ser consumidas torradas e salgadas.
Há variedades cultivadas de bucha com frutos cilíndricos que variam de cerca de 30 cm de comprimento a mais de 1,5 m (as buchas-de-metro). As variedades cultivadas com frutos menores são geralmente as mais apreciadas como alimento. Algumas cultivares podem ser muito amargas, sendo estas inadequadas para o consumo, mas as cultivares mais comuns normalmente têm frutos comestíveis quanto imaturos. Os frutos maduros são fibrosos e impalatáveis. Os frutos e outras partes da planta também são usados para fins medicinais.
Em hidroponia, a esponja obtida do fruto da bucha pode ser utilizada como matriz de suporte para as plantas que serão cultivadas.
Há outras espécies no gênero Luffa que fornecem esponjas vegetais, mas a espécie Luffa aegyptiaca é a que apresenta variedades cultivadas que produzem esponjas de melhor qualidade e é a espécie mais cultivada no mundo para este fim.
Plantação de bucha ou esponja vegetal

Clima

A bucha ou esponja-vegetal pode ser cultivada em regiões tropicais ou subtropicais. O ideal é um clima quente e úmido, mas pode ser cultivada em temperaturas acima de 16°C. Cultivares precoces podem ser cultivadas em regiões que têm um inverno frio, nos meses mais quentes do ano (são necessários pelo menos 5 meses de clima quente para ser possível colher alguns frutos). Em regiões de clima quente e úmido, pode ser cultivada o ano todo.

Luminosidade

Esta planta necessita de alta luminosidade, com luz solar direta pelo menos algumas horas por dia.
Muda de bucha ou esponja vegetal 

Solo

A bucha cresce bem em solo fértil, bem drenado, rico em matéria orgânica e com pH entre 6,0 e 7,5.

Irrigação

Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido, mas sem que permaneça encharcado.
Muda de bucha ou esponja vegetal, com folhas cotiledonares e uma folha verdadeira

Plantio

A bucha ou esponja-vegetal é propagada através de sementes. Semeie no local definitivo ou em pequenos vasos, copos feitos de papel jornal, em saquinhos apropriados para mudas ou outros recipientes, e transplante as mudas de bucha quando estas têm de 3 a 6 folhas verdadeiras.
No local definitivo são abertas covas que podem variam de 25 a 50 cm de diâmetro, adubando o solo retirado conforme a necessidade e voltando a adicioná-lo a cova. Duas a cinco sementes são semeadas por cova, a 2 ou 3 cm de profundidade, retirando-se as mudas mais fracas quando estas estão com cerca de 10 cm de altura, de forma que restem apenas uma ou duas plantas por cova.
O espaçamento varia com a variedade cultivada e as condições de cultivo, normalmente variando de 2 x 2 m a 5 x 5 m.
Racemo com flores masculinas da bucha

Tratos culturais

A bucha precisa de suportes onde possa se agarrar e crescer. Estes suportes podem ser caramanchões, espaldeiras, cercas, ou ainda muros e paredes, desde que estes tenham algo onde as gavinhas possam se prender. Os suportes precisam ser robustos para aguentar o peso das ramas e dos frutos.
Retire as plantas invasoras que estejam concorrendo por nutrientes e recursos, especialmente nos primeiros dois meses, quando a bucha cresce de forma relativamente lenta.
A presença de insetos polinizadores, principalmente abelhas, é necessária para a polinização das flores e a formação dos frutos. A planta normalmente apresenta flores masculinas em racemos e flores femininas solitárias, que apresentam um ovário inferior (uma "buchinha") que se desenvolverá no fruto se a flor for polinizada. Se não houver insetos polinizadores na área, a polinização manual pode ser feita com a ajuda de um pequeno pincel de cerdas macias. Alternativamente, pode-se colher e usar as próprias flores masculinas para polinizar as flores femininas.
Fruto no início do crescimento

Colheita

A colheita geralmente começa a partir de quatro meses após o plantio, podendo levar mais de seis meses para começar, dependendo se os frutos serão colhidos para o consumo ou para uso como esponja vegetal, as condições de cultivo e a variedade cultivada.
Para o seu consumo como alimento, os frutos devem ser colhidos imaturos, ainda jovens, antes que os feixes vasculares do fruto comecem a ficar mais rígidos. Frutos quase maduros são muito fibrosos.
Bucha: Fruto maduro 


À primeira vista, a bucha vegetal mais parece um chuchu superdesenvolvido. A confusão é justa porque as duas plantas pertencem à mesma família e são mesmo muito semelhantes. Mas 120 produtores rurais do município de Bonfim, cidade a 80 quilômetros de Belo Horizonte, sabem distinguir direitinho uma espécie da outra. A cidade, que carrega o título de capital brasileira da bucha vegetal, tem o hábito de cultivar a planta desde a década de 1950. Mas essa fama, porém, quase foi para o ralo. Também, mal-e-mal se ganhava dinheiro com a cultura por causa de atravessadores. Além disso, a falta de organização atrapalhava e o desestímulo era geral.

Para colocar ordem no setor, o Sebrae fez um diagnóstico da produção e iniciou, em 2003, um projeto em parceria com a prefeitura local para recuperar o cultivo da bucha. O resultado já está indo parar no bolso do produtor. Antes, a dúzia era vendida a 14 reais para atravessadores, que a revendiam a 25 reais no mercado. Hoje, com o fortalecimento da Associação Mineira dos Produtores de Bucha Vegetal, os 25 reais que os intermediários recebiam passaram direto para as mãos do agricultor. Com isso, a produção cresceu na "capital". Dados da Emater-MG mostram que são aproximadamente 80 hectares plantados e 100 mil dúzias de bucha produzidas por ano.

Obstáculos
Bucha vegetal, assim como o chuchu, é uma trepadeira que pode ser plantada em caramanchões
O produtor Ivair Pereira do Carmo contribui para estes números. Por causa das chuvas, teve uma safra ruim neste ano. Colheu dez mil dúzias de bucha dos seis mil pés que cultiva. "Há três anos, consegui 15 mil dúzias", compara. A vontade de expandir a produção é grande, mas Ivair esbarra em um problema muito comum nesta cultura: a falta de mão-de-obra. Como a colheita precisa ser manual, ele nem sempre tem gente disponível. Segundo Márcia Machado, técnica do Sebrae-MG, existe uma demanda da indústria automobilística em substituir a espuma dos bancos de carro por bucha, mas os produtores não têm como atender aos pedidos justamente por causa da falta de empregados. Outra dificuldade é ter acesso a crédito. Há cinco anos, quando começou a plantar bucha, Ivair teve que se desfazer de alguns bens. Mas não se arrepende. "É uma planta excelente". A produção de seus 12 hectares vai toda para Belo Horizonte, onde é beneficiada por familiares e vendida para a Ceasa e supermercados.

Cultivo
Depois de colhidos, os frutos são descascados, lavados e batidos para retirar a mucilagem. Em seguida, são colocados em varais para secar
Utilizada na fabricação de esponjas para banhos, filtros e até utensílios de cozinha, a bucha é uma planta tropical que exige condições especiais de cultivo. Não tolera geada e requer bastante luz. O solo deve ser bem drenado, de preferência areno-argiloso, com pH em torno de 6,0. A melhor época de plantio é no começo da estação chuvosa.

A bucha-de-metro é colhida aos seis meses de vida. A colheita pode durar aproximadamente quatro meses. O rendimento médio de uma plantação é de oito a 12 buchas por cova ou cerca de oito mil unidades por hectare, com espaçamento de 3 x 3 metros.

Características
Frutos podem chegar a 1,6 metro de comprimento

Nome científico: Luffa cylindrica
Nomes populares: É mais conhecida por bucha-de-metro, pois seus frutos podem chegar a 1,6 metro de comprimento. Além dessa espécie, outras duas são bastante encontradas no Brasil. A bucha-chuchu ou bucha-fedorenta (Luffa acutangula) é usada pelo setor automotivo na confecção de estofamentos nos carros. Já o suco da polpa da buchinha ou abobrinha-do-norte (Luffa operculata) pode ser usado como vermífugo.

Classificação: A bucha pertence ao gênero Luffa, que é formado por sete espécies. Todas elas fazem parte da família das Cucurbitáceas, a mesma da abóbora, melancia, melão, pepino e chuchu.

Distribuição: Originária da Ásia, a bucha foi trazida para cá pelas mãos dos portugueses durante a colonização. Hoje, o cultivo no Brasil atinge desde as regiões Norte e Nordeste e também São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso. Embora não haja dados oficiais sobre plantações comerciais no país, a cidade de Bonfim, MG, é considerada a capital da bucha natural, com produção anual de 100 mil dúzias.

Descrição: Planta herbácea e trepadeira, apresenta frutos esponjosos, fibrosos e alongados, cujo tamanho varia entre 40 centímetros a 1,6 metro de comprimento. O florescimento é muito parecido com o do chuchu. A mesma planta possui flores masculinas e femininas. A diferença, porém, está na cor. Enquanto as flores do chuchu apresentam um tom verde-claro, as da bucha têm um amarelo intenso. As folhas são grandes e as sementes negras e lisas.


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