CENOURA

BONSAI

CEBOLA

ALFACE

RECEITAS:Abóboras ao curry

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Retire as sementes de uma abóbora de aproximadamente um quilo e meio, corte em pedaços grandes e leve ao forno (180 graus) por 40 minutos ou até que ela esteja macia. Tire do forno, espere esfriar um pouco e remova as cascas. Corte em cubinhos e acomode em uma vasilha.
Adicione 150g de grão-de-bico cozido e 100g de castanhas de caju. Reserve.
Em uma firigideira, refogue dois dentes de alho e um chili vermelho pequeno em uma colher de chá de óleo de gergelim e uma colher de sopa de óleo de soja. Acrescente 150ml de leite de côco, uma colher de chá rasa de curry em pó, a ponta de uma colher de chá de canela em pó e sal a gosto. Regue a mistura de abóbora, grão-de-bico e castanhas com esse creme e misture tudo cuidadosamente.
Finalize salpicando coentro e salsa picadinhos. Sirva imediatamente como acompanhamento ou “refeição-de-um-prato-só”.
Ah! Errou a mão na pimenta??  Quer uma dica?? Tenha sempre à disposição algumas colheradas de iogurte natural ou iogurte grego. Adicione ao prato, sem medo. O iogurte não altera nem diminui o sabor do curry e camufla com perfeição o ardor da pimenta! Aliás, você pode aplicar essa dica a vários pratos indianos, paquistaneses, do Sri Lanka e de Bangladesh.

RESUMO DA CULTURA DA ABOBORA HIBRIDA

abobora 2

Abóboras e morangas são plantas produzem flores masculinas e femininas na mesma

planta e necessitam de abelhas para fazer a polinização. No caso do híbrido japonês, as

flores masculinas aparecem em número muito reduzido e não produzem pólen. Por isso, é

preciso que se intercale ao plantio da moranga híbrida outra espécie de abóbora ou

moranga, que fornecerá o pólen necessário à frutificação. Como planta polinizadora, podem

ser usadas a moranga-coroa, a menina-brasileira a abobrinha-italiana , Carijó AG-

279,Exposição.

Sementes das morangas Lavras I e Lavras II, muito semelhantes à moranga híbrida

Tetsukabuto, deverão ser lançadas no mercado assim que estejam concluídos os trabalhos

de melhoramento, já em fase adiantada de testes no campo. As novas variedades, Lavras I e

Lavras II, apresentam a vantagem de não necessitarem da intercalação de abóboras

polinizadoras para frutificarem.

ESCOLHA DO LOCAL

Preferir terrenos argilo-arenosos profundos. Para plantio na época das águas, escolher

terrenos de encosta, de preferência com a face voltada para o nascente.

Para plantio na época seca, preferir terrenos de baixadas, para diminuir as irrigaçoes.

ÉPOCA DE PLANTIO

A moranga híbrida pode ser plantada durante todo o ano, nas regiões quentes. Nas

regiões sujeitas a geadas, o plantio deve ficar limitado ao período de agosto a fevereiro.

PREPARO E CONSERVAÇÃO DO SOLO

A aração deve ser profunda e bem feita, dispensando-se a gradagem. O terreno

menos destorroado diminui a superfície de contato do fruto com o solo, evitando assim o

aparecimento da mancha de encosto e calo d’água.

Em terrenos com declividade superior a 5 por cento, há necessidade de se adotarem práticas

de conservação do solo.

CORREÇÃO DA ACIDEZ

Remeter amostra do solo para o laboratório 3 a 4 meses antes da plantio, para saber a

quantidade de calcário a ser aplicado. Seguir a instrução da EMATER-MG sobre "Amostras

de Solo para Análise", O pH ideal para a cultura varia de 5,5 a 6,6. A cultura responde com

excelentes resultados à aplicação de calcário.

A deficiência de cálcio na planta já em fase de frutificação provoca queda prematura de frutos

e podridão estilar

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COVEAMENTO

Covear no espaçamento de 3 metros por 2 metros e meio. As dimensões mais

adequadas para as covas são 40 centímetros por 40 centímetros de boca e 30 centímetros

de profundidade.

ADUBAÇÃO

Recomenda-se fazer adubação de acordo com os resultados da análise do solo. Na

ausência desses resultados e tratando-se de terreno pouco adubado, usar as seguintes

adubações :

a) Adubação de Plantio - Aplicar 5 quilos de esterco de curral bem curtido por cova mais 250

gramas de adubo, fórmula 4-14-8, sendo 150 gramas deste na cova e 100 gramas

espalhados no terreno próximo ao sulco de irrigação.

OBS.: - Quando não se fez a calagem com antecedência, recomenda-se, no ato da

adubação de palntio, aplicar também 100 gramas de calcário dolomítico por cova.

b) Adubação de Cobertura -Depois que iniciar a floração, fazer a primeira adubação de

cobertura, aplicando-se 50 gramas de fórmula 12-6-12 por cova. Caso haja necessidade,

repetir a aplicação, com a mesma dosagem, 30 dias depois da primeira.

PLANTIO

Pode ser feito por dois processos:

a) Plantio direto - Consiste em se colocar 2 a 3 sementes diretamente na cova e cobri-las

com 2 centímetros de terra.

b) Plantio por Mudas - As mudas são formadas em sacos pequenos ou copinhos de jornal

com altura de 10 centímetros e diâmetro de 5 centímetros.

Para confecção dos copinhos de jornal, aconselha-se usar, como molde, uma lata de cerveja.

Para enchimento dos recipientes, usar uma mistura preparada na proporção de 80 litros de

terra de barranco e 40 litros de esterco bem curtido. Para cada 1.000 litros dessa mistura,

acrescentar 10 quilos de adubo, fórmula 4-14-8.

Encher os copinhos deixando 2 centímetros para completá-los. Semear 1 semente por

copinho ou saco plástico cobrindo a seguir com 1 centímetro de terra.

Para evitar o aparecimento da doença denominada "tombamento", recomenda-se regar o

canteiro, logo depois da semeadura, com uma solução contendo 40 gramas de Kobutol 750

ou Plantacol para cada 20 litros de água.

Somente quando a muda tiver 2 a 3 folhas definitivas é que se deve lavá-las para o campo.

O processo de plantio por mudas é mais vantajoso pelos seguintes motivos:

a) No processo por semeio direto, muitas sementes poderão não germinar por falta de chuva

ou irrrigação insuficiente. No semeio em copinhos ou sacos plásticos, a germinação fica

garantida pelas irrigações que são feitas com facilidade.

b) O processo de plantio por mudas possibilita a seleção de plantas, reduz o custo da

irrigação e permite um controle mais eficiente de pragas e doenças na fase inicial da cultura

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ESQUEMA DE PLANTIO

O plantio deve ser feito intercalando-se uma cova de moranga-coroa com 5 ou 6 covas

de moranga híbrida, ou 1 fileira de moranga-coroa com 5 ou 6 fileiras de moranga híbrida.

No plantio direto, a moranga-coroa deverá ser plantada 15 dias antes da moranga híbrida, o

mesmo acontecendo com a abóbora comum. Se a intercalação for feita com abobrinha-

italiana, esta deverá ser plantada 15 dias depois da moranga híbrida.

No plantio por mudas, o transplante poderá ser feito no mesmo dia desde que o semeio da

moranga-coroa tenha sido feito 15 dias antes da moranga híbrida, ou no caso da abobrinha-

italiana,

se esta foi semeada 15 dias depois da moranga híbrida.

IRRIGAÇÃO

Irrigação logo depois do plantio, se não houver ocorrência de chuva. Manter as covas

bem irrigadas até os 30 a 50 primeiros dias de vida da planta. Atingindo maior

desenvolvimento, a folhagem cobre o terreno, ficando mais fácil manter a umidade do solo.

CAPINAS

Fazer quantas forem necessárias para manter a cultura no limpo.

CAPAÇÃO

É uma operação que se recomenda fazer logo após a emissão da terceira folha, o que

normalmente se dá com 30 a 40 dias depois da semeadura. consiste em eliminar-se a guia

da planta para forçar o aparecimento de ramas laterais

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POLINIZAÇÃO

a) Natural - Quando é feita por insetos que transportam o pólem das flores masculinas

da moranga-coroa para flor feminina da moranga híbrida. A abelha é o inseto que mais

contribui para a polinização e tem o seu horário de trabalho mais intenso na parte da manhã.

b) Artificial (somente utilizada para abóbora japonesa) - Quando o cruzamento entre as

plantas é feito pel mão do homem. Arranca-se a flor masculina aberta da moranga-coroa e

encosta a parte masculina desta flor na parte feminina da flor da moranga híbrida.

Esta operação deve ser somente pela manhã e até 8 horas, quando as flores encontram-se

recém-abertas. Cada flor masculina pode ser utilizada para polinização de até 7 flores

femininas.

A polinização artificial feita em uma cultura pode aumentar em até 50 por cento a

produtividade da lavoura, principalmente nos lugares onde a ocorrência de insetos é

pequena.

COMBATE A PRAGAS E DOENÇAS

Para combater ou prevenir o ataque de pragas e doenças, usar somente produtos

registrados para a cultura, obedecendo-se ao período de carência, às dosagens e aos

cuidados na aplicação. Procure um técnico para maiores orientações

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COLHEITA

Realizada aproximadamente aos 120 dias depois do plantio, quando os talos dos

frutos apresentam-se amarelecidos, indicando que as morangas estão maduras. Corta-se

então o talo com auxílio de tesoura de poda ou serrote, deixando-o com aproximadamente 2

a 3centímetros de comprimento.

ARMAZENAMENTO

Quando os preçõs não estão bons, os frutos podem ser armazenados em galpões

ventilados e adequados por um período de 1 a 2 meses, desde que as morangas tenham

sido colhidas em época seca.

CLASSIFICAÇÃO E EMBALAGEM

Para conseguir melhores preços, recomenda-se classificar os frutos separando-os em

duas classes:

de primeira - frutos com peso superior a 1 quilo e meio;

de segunda - frutos com peso inferior a 1 quilo e meio.

A moranga híbrida é ambalada em sacos telados de 25 quilos

CULTIVO E ADUBAÇÃO DE ABOBORAS

Abóboras 011

Introdução

No Brasil, o termo abóboras designa plantas do gênero Cucurbita, que recebem em cada região do país diferentes nomes. Sua importância relaciona-se principalmente ao valor alimentício e à versatilidade culinária dos seus frutos. As sementes de abóboras são consideradas suplementos protéicos e são muito apreciadas em algumas regiões.

Tipos de Solo e Preparo

Solos profundos, friáveis, bem estruturados, que ocorrem em áreas de relevo plano a suavemente ondulado e com facilidade de água para irrigação. As áreas de solos aluviais, com boa drenagem e não sujeitas a inundação são muito recomendadas

A maioria dos solos serve para o  cultivo das abóboras, se devidamente preparados. Para terrenos novos recomenda-se uma aração a 20 cm de profundidade nas baixadas e 25 cm de profundidade nas encostas. Em terrenos já cultivados e que não precisam de calagem, a aração pode ser feita por ocasião do plantio. É preciso compreender como manejar a fertilidade do solo e usar da forma mais vantajosa os corretivos e fertilizantes para se conseguir o retorno econômico esperado. Por isso é recomendado  fazer a análise de solo. Como regra, basta coletar 20 subamostras simples por gleba a uma profundidade de 20cm, que sejam representativas da área a ser cultivada.  As subamostras são coletadas procedendo-se a um caminhamento em ziguezague, terminando com a mistura de todas elas, que contituirá  uma amostra composta.  Esta deve ser enviada imediatamente a um laboratório de análise credenciado, devidamente identificada

Espaçamentos:

® Para abóboras de crescimento rasteiro:

          Tardias: 5 x 5m 
          Precoces: 2 x 2m 
          Geral: de 2,0 a 3,0m x 2,50m.

® Para abóboras de hábito de crescimento tipo moita: 1,00 a 1,20 m entre fileiras 
       x 0,50 a 0,70m entre plantas

® Para abóboras de hábito de crescimento  meia-rama: 1,00 a 1,50 m entre fileiras 
               x 1,00 m entre plantas

ADUBAÇÃO

Recomendação de adubação para abóbora pela Cooperativa Agrícola de Cotia.

RECOMENDAÇÕES
adubação/plantio
adub/cobertura

cultura
cultivares
adubação organica
lt/cova
quantidade
ton/ha
formula
quantidade
ton/ha
formula

abobora
menina brasileira
4-5
1,0-2,0
4-15-8 ou
4-12-8 +B
0,3-0,5
12-5-12

abobora e moranga
exposição
3-4
1,0-1,5

5-15-6 ou 4-12-8 + B

0,2-0,3

12-5-12

Abóbora seca

Mini-Paulista e Goianinha

3 - 4
1,0-1,5
4-15-6 ou 4-12-8 + B

0,4-0,5

12-5-12

Abóbora amarela
Goldfinger
4 - 5

2,0-3,0

4-14-8 ou 4-12-8 + B

0,4-0,5

12-5-12

Abóbora italiana

Caserta
4 - 5

2,0-3,0

4-14-8 ou 4-12-8 + B

0,4-0,5

Sulfato de amônio

Abóbora japonesa

Hibrido Tetsukabuto
4 - 5

2,0-3,0

4-15-6 ou 4-12-8 + B

0,4-0,5

12-5-12

A melhor recomendação de adubação deve ser feita por um engenheiro agrônomo, com base na análise de solo.  Em caso de indisponibilidade desta informação, as seguintes orientações gerais podem ser tomadas como base:

Cultivares de abóboras no mercado brasileiro:

CARACTERISTICAS

CULTIVAR
ESPÉCIE
CARACTERISTICAS DO FRUTO
HABITO DE CRESCIMENTO
TIPO

CASERTA
C. pepo

cilíndrico

moita

abobrinha

MENINA BRASILEIRA
C. moschata

comprido com pescoço

rasteiro
abobrinha

MINI-PAULISTA
C. moschata
frutos rajados, pequenos, com pescoço
rasteiro
abóbora comum

EXPOSIÇÃO
C. máxima

Alaranjado, achatado c/ gomos

rasteiro

moranga

GOIANINHA
C. máxima

frutos rajados, pequenos, com pescoço
rasteiro
abóbora comum

TETSUKABUTO
C. máxima
frutos arredondados, cor verde escura;  necessita de polinizador

rasteiro

moranga

SAMANTHAF1
POLIANAF1

C. maxima

frutos arredondados, cor verde escura, lisos;  híbrido intra-específico fértil, não necessita de polinizador

meia-rama
moranga

adubação orgânica com esterco de curral curtido

Calagem : Elevar a saturação por bases para 70% com aplicação de calcário.

Início da colheita:

® 45 - 50 dias após a semeadura para a abobrinha de moita do tipo Caserta;

® 60 - 70 dias após a semeadura para a abobrinha Menina Brasileira;

® Abóboras secas ou morangas:

-Híbrida Tetsukabuto: 3 - 4 meses após a semeadura;

-Abóboras e morangas comuns: 4 - 5 meses após a semeadura.

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Abobrinha cresce em caramanchão de uva

Produtores de uva de São Miguel Arcanjo, na região de Sorocaba (SP), encontraram uma forma de aproveitar os caramanchões que sustentam as parreiras para obter renda extra na entressafra. Enquanto as videiras perdem as folhas e "descansam" na época de dormência, que coincide com o inverno, as estruturas são aproveitadas para produzir abobrinhas. A técnica, usada por 10% dos mil produtores de uva do município, é uma boa saída para melhorar a renda dos produtores, segundo o agrônomo Marcos Mendes, da Casa da Agricultura local. "Como a uva só dá dinheiro uma vez por ano, é uma forma de o produtor amenizar custos com a cultura."

A abóbora da variedade menina brasileira, colhida verde, vai muito bem nos caramanchões das videiras. Como seu ciclo é rápido, possibilita a produção sem interferir no ciclo da uva, cujas plantas ficam em estado de dormência vegetativa entre maio e agosto. As abobrinhas ficam penduradas no caramanchão e, sem contato com a terra, adquirem cor uniforme. Também pode ser cultivada, no chão, outra variedade de ciclo mais rápido: a abobrinha de 40 dias. "Adubos e insumos usados nessas culturas servem também para a uva", diz. O cuidado a ser tomado, segundo o agrônomo, é com as infestações de míldio e oídio, pragas que atacam as aboboreiras e são transmissíveis às videiras. "É preciso estar atento e fazer a pulverização adequada."
Cultivo "aéreo" - O viticultor Airton Rios da Silva plantou 700 pés de abóbora sob o caramanchão que sustenta 900 pés de uvas niágara. Ele fez a condução das plantas com estacas e, em 60 dias, começou a colher. O que se vê, agora, são as abobrinhas "aéreas", penduradas no parreiral. As videiras foram atingidas pelo granizo no fim do ano passado e terão de sofrer uma poda drástica para voltar à produção normal. "Eu ia perder pelo menos um ano de produção e ficar com essa estrutura toda ociosa", diz. "Com a abobrinha, estou livrando o prejuízo." Os pés de abóbora produzem durante 120 dias.
Limpas e bonitas - As abobrinhas, sem contato com o solo, ficam limpas e bonitas. O ataque de pragas e insetos também é menor e, conseqüentemente, a produção é 25% maior do que no chão. "As plantas aproveitam o solo bem tratado dos parreirais", conta Silva, que no meio do mês de abril vendia a caixa de 22 quilos por R$ 18,00. O preço bom entusiasmou outro produtor, Gilmar Nunes de Souza, até então acostumado a cultivar abóboras da forma convencional, com os pés espalhando-se pelo solo. "Estou tentando arrendar os caramanchões de produtores que pararam com a uva para cultivar a abobrinha", diz.
Saiba ainda Mais:

Abóboras 100% nacionais com sementes brasileiras

O próximo ano deverá ficar marcado pelo início da “nacionalização” da safra de abóboras brasileiras. Atualmente, a produção gira em torno de 300 mil toneladas/ano da hortaliça. Para tanto, o Brasil importa anualmente cerca de 10 toneladas de sementes de abóbora, ou seja, 100% do insumo.

Segundo estimativa do pesquisador da Embrapa, José Flávio Lopes, a próxima safra de abóboras deverá ser semeada com um porcentual de 5% a 10% de sementes nacionais.

Uma das principais vantagens da nacionalização das sementes é a redução de custos para os produtores. A semente nacional deverá custar até 50% menos que a importada, cotada entre R$ 500 e R$ 600 o quilo.

Segundo o pesquisador, com os preços mais baixos a área plantada poderá aumentar nos próximos anos.

O Brasil possui cerca de 20 mil hectares destinados à plantação de abóboras, sendo que 70% estão concentrados em Minas Gerais.

Halloween

Além de fazer parte da culinária brasileira na forma de doces ou mesmo como acompanhamento de pratos salgados, o consumo de abóbora no País vem crescendo graças à comemoração do Dia das Buxas. Importada dos Estados Unidos, a festa conhecida por lá como Halloween vem se popularizando por meio da divulgação feita pelas escolas de idiomas.

Os organizadores das festas temáticas utilizam as abóboras como objeto decorativo.

Eles retiram toda a polpa da leguminosa, que geralmente é usada na preparação de doces, e acendem velas em seu interior.

Com isso, as vendas do produto destinadas à comemoração do Dia das Bruxas, no dia 31 de outubro, aumentam mais de 40% em relação a setembro.

Embora o maior volume de vendas do ano não ocorra em outubro (sendo março o mês campeão), no ano passado a comercialização de abóboras aumentou 44,5% em relação a setembro, na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp).

Em outubro de 2001, foram vendidas, no Ceagesp, cerca de 283,5 mil toneladas de abóboras, contra um volume de 196,1 mil toneladas em setembro.

No ano passado, o Ceagesp comercializou mais de 5 milhões de toneladas de abóboras, ao preço médio de R$ 0,35 o quilo.

Até agosto deste ano, já foram vendidas no entreposto paulista cerca de 3,3 mil toneladas do produto, comercializadas, em média, por R$ 0,30 o quilo.

O legume, de alto valor nutritivo, contém caroteno, elemento recomendado por nutricionistas para fortalecer a visão. A abóbora também é rica em vitaminas e sais minerais.

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Posseiro aposta no cultivo de abóboras

Uma área de dois hectares de um dos mais freqüentados pontos turísticos do município, Passos(MG), a Ilha do Zé Nelson, está sendo usada pela primeira vez para o plantio de um tipo de cultura rara em toda região: a de abóbora. Como a produção vai superar as expectativas, o posseiro do local já pensa em investir para valer no negócio que lhe poderá render bons lucros no futuro.
          Sem nenhuma orientação profissional e usando métodos comuns no plantio de lavouras, José Nelson dos Santos, 45, deve começar nos próximos dias a colheita de aproximadamente 20 toneladas de moranga vermelha e, no máximo em um mês, 10 toneladas de abóbora cabochá. O destino de boa parte da produção deve ser a indústria de doce, e o restante vai para o comércio atacadista de hortifruti. O peso das morangas varia de três a oito quilos, enquanto que a abóbora não passa de três.
          O lavrador não esconde a alegria de ser o pioneiro do município na produção de abóboras em grande quantidade, apesar de não ter recebido orientação de um técnico ou agrônomo. ''Fiz quase tudo sozinho, ou melhor, antes de preparar a terra, troquei idéias com um funcionário da Emater aqui no Glória e visitei uma pequena lavoura perto de Ribeirão Preto. E foi só'', disse.
          Para diminuir a acidez do solo, José Nelson revelou que no final de 2001 aplicou 15 toneladas de calcário nos dois hectares para mais um plantio de arroz - cultura mais comum na ilha há anos. No início da segunda quinzena de maio deste ano foram abertas cinco mil covas onde estão 3.800 pés de moranga e 1.200 de cabochá. O espaço de tempo no plantio de uma espécie para outra é de 20 dias.
          Como o terreno é impróprio para o uso do sistema de irrigação convencional, José Nelson foi obrigado a colocar no chassi de caminhão velho um tanque de 15 mil litros. Ambos são puxados pelo trator, que também coloca em funcionamento uma bomba, cuja função é jogar água em toda a lavoura três vezes por semana.
          Satisfeito com o bom resultado da experiência e da safra, José Nelson disse que vai estudar a possibilidade de continuar o cultivo das abóboras. ''Preciso analisar o resultado dessa primeira experiência. Se for positivo, será preciso fazer algumas mudanças para o plantio daqui para frente. Vou jogar mais calcário direto nas covas para melhorar a qualidade e instalar o sistema de irrigação através do gotejamento em cada pé da aboboreira, porque ela não gosta de muita água na rama'', explicou.
          José Nelson disse que assim que terminar a colheita das abóboras pretende plantar milho de pipoca. ''É outra cultura que não dá muito trabalho e sua produção é de fácil comercialização. Será uma maneira de preparar a terra para outra lavoura de abóboras'', ressaltou.
          Sobre o gasto com a nova experiência, José Nelson disse que não tem a mínima idéia. Ele revelou que comprou R$ 900,00 em sementes, quatro sacos de adubo químico e a mesma quantidade de sulfato de amônia. ''Sem contar as despesas com óleo diesel e mão de obra. Quanto ao lucro ainda não fiz as contar porque tenho que saber o valor do quilo'', acrescentou. Para a preparação da terra e o seu cultivo, o lavrador contou com a ajuda de um dos dois filhos menores, principalmente nos finais de semana e período de férias escolar, e da esposa.
          Para tomar a decisão de trocar a cultura, José Nelson revelou que foi incentivado por um comerciante de hortifruti que mora em Ribeirão Preto e hoje é seu amigo. Ele revelou que em sua primeira visita à ilha, ano passado, o turista sugeriu que fosse plantado abóboras no lugar do arroz porque teria mais lucro. ''Ai eu logo perguntei: e quem vai me comprar a produção? Ele me respondeu. Leva que eu compro tudo'', contou.
          Mas foi somente no início de 2002 que o lavrador resolver atender a sugestão do amigo. Para obter algumas informações sobre o plantio, ele foi ver de perto uma pequena lavoura de agricultor em Ribeirão Preto e veio com a idéia amadurecida ''Recebi alguns conselhos, tirei as conclusões do que vi e lá mesmo comprei as sementes. Depois foi só colocar em prática e deu certo'', comentou.

Posseiro

         A Ilha do Zé Nelson possui pouco mais de 5,5 hectares de terra. Está localizada às margens do Rio Grande e a pouco mais de três quilômetros do perímetro urbano. Para chegar até ela é preciso transpor um canal de aproximadamente 50 metros de largura. A travessia é feita numa velha balsa que há muitos anos era usada para transportar veículos no Porto do Glória. Outra opção é usar qualquer outro tipo de embarcação através do rio.

Abóbora gigante pode chegar a 500 quilos.                        A abóbora gigante, novidade no Brasil que começou este ano a ser cultivada na Fazenda Ituaú, em Salto (SP), pode chegar ao peso de 500 quilos. Por enquanto, elas têm pouco mais de 100 quilos. Oriunda de semente importada, é híbrida e tem um ciclo de 120 dias. É muito tradicional no meio rural dos Estados Unidos. “Compramos 12 sementes e semeamos no fim do inverno. É tudo ainda novo para nós e estamos em fase de teste”, conta o produtor Ciro Cury Abumussi que junto com o irmão e um sócio resolveram apostar na idéia.

Cada semente custou US$ 5 e poderia produzir de oito a dez abóboras. As abóboras gigantes foram cultivadas em uma única estufa, irrigadas por gotejamento. Ao solo foi acrescido um composto orgânico da própria fazenda. Usou-se o mínimo de produtos químicos. Depois de quatro meses de espera, o primeiro resultado foi positivo: 12 abóboras com quase 100 quilos, quatro com mais de 100 e outras menores com pesos médios em torno de 50, 60 e 70 quilos. “Para chegar aos 500 quilos seria preciso deixar apenas uma abóbora, mas quisemos preservar todas as que vingaram.

Os irmãos Ciro e Marcelo Cury Abumussi e o sócio Wander Bom cultivam oito variedades de abóboras e miniabóboras na propriedade. Na fazenda a produção é exclusiva de legumes diferenciados. São 100 estruturas cobertas por plástico, irrigadas por gotejamento e uma produção anual de 40 toneladas. Em 1972, eles começaram com apenas duas estufas. Hoje só de pepino são cinco variedades. De pimentão são nove cores (vermelho, laranja, creme, verde escuro, amarelo, roxo, verde limão, chocolate e preto). Doze variedades de tomate, 60 de pimentas, entre outros produtos.

Ciro, Marcelo e Wander argumentam que a fazenda ainda está se estruturando e busca alternativas de comercialização das abóboras gigantes. Uma vantagem da novidade é o tempo de duração em prateleira. ''Nos Estados Unidos, depois de colhida, a abóbora dura até 8 meses'', diz Ciro Abumussi. ''Estamos estudando a viabilidade de comercialização com empresas de doces e cozinha industrial, mas ainda não sabemos qual o valor a cobrar.''

Uma variedade de abóbora gigante, a Howden, começará a ser comercializada em 2003. Algumas já alcançam 5 quilos e podem chegar aos 20 quilos. Na estufa, porém, é cultivada em sistema vertical. As ramas são direcionadas a encontrar um emaranhado de rede plástica suspensa por estacas de bambu. O fruto se desenvolve longe do chão e cada pé rende até 5 abóboras. Pelo mesmo sistema é conduzida a Sweet Gold, com até 1 quilo, de miolo macio, levemente adocicado. Também a Branca e Amarela, com peso médio de 100 a 350 gramas, ambas com polpas laranja. E ainda a Cambochã, de casca verde e rugosa. O ciclo de crescimento é de 120 dias e dá para colher três no período. Todas estão cotadas a R$ 18,00 o quilo.

Ainda não há receitas de preparo de pratos com abóboras gigantes ao gosto do paladar brasileiro. As menores já podem ser encontradas em alguns supermercados e em restaurantes refinados. Em casa, seu preparo se assemelha com a forma de fazer o camarão na moranga. A abóbora, de 100 a 350 gramas, pode receber recheio de risoto, carne, peixe, por exemplo.

Abóbora: Como no Japão

feira das aboboras

Abóbora: Como no JAPÃO,Cresce o mercado e a produção silver de abóbora japonesa, uma boa alternativa para o produtor. No Brasil, o mercado de abóboras e morangas tem evoluído e se transformado em cultivos mais freqüentes do híbrido japonês.

A abóbora japonesa, também conhecida por abóbora "tetsukabuto", é um híbrido oriundo do cruzamento de duas espécies distintas de abóbora: Cucurbita maxima (moranga) e Cucurbita moschata (abóboras).

O gênero Cucurbita, que nada mais é do que a "família das abóboras", existe há pelo menos 10 mil anos no continente americano. Há indícios que as espécies deste gênero já eram utilizadas pelas civilizações Azteca, Inca e Maia em sua alimentação básica diária. Estudos realizados na América do Norte e na América Central não encontraram vestígios de C. maxima naqueles territórios, o que indica ser a América do Sul o continente de origem do cultivo da abóbora moranga.
Mercado brasileiro

No Brasil, o mercado de abóboras e morangas tem evoluído e se transformado em cultivos mais freqüentes do híbrido japonês.

Para agricultores, a abóbora japonesa apresenta maior precocidade, uniformidade e melhor produtividade, quando comparada com cultivares locais; conseqüentemente se tornou uma cultura rentável.

Para consumidores, a abóbora japonesa apresenta frutos atraentes e saborosos; em geral, com coloração de casca escura, formato arredondado, levemente achatado, polpa alaranjada e quase nada de água. É um produto que apresenta, ainda, ótima pós-colheita e durabilidade, o que reduz as perdas.

O Brasil produz entre 12 e 15 mil hectares de abóbora japonesa, o que equivale a uma produção anual em torno de 130.000 toneladas de frutos.  Praticamente todo o território nacional produz a abóbora japonesa, conforme mostra a tabela.

Aspectos do cultivo

O cultivo da abóbora japonesa apresenta algumas particularidades. Possuindo este híbrido a macho esterilidade e necessitando de um polinizador, alguns cuidados precisam ser tomados. Num campo sem plantas polinizadoras ou sem a coincidência de épocas de florescimento entre a tetsukabuto e a cultivar polinizadora pode-se ter o fracasso do cultivo.

A escolha correta do híbrido é fundamental. Deve-se procurar híbridos produtivos, com bom pegamento de frutos e com boa adaptação. A abóbora Robusta, da Petoseed, por exemplo, apresentou boa tolerância a doenças, além de possuir casca escura, polpa bem amarelada e espessa e com sabor muito agradável ao consumidor. Robusta está sendo plantada em todo o território nacional, mostrando-se adaptada às diferentes regiões brasileiras.

Técnicas de plantio

Em função da macho esterilidade, geralmente é utilizada a abóbora moranga como polinizadora. Plantada intercalada com algumas linhas da híbrida, utilizam-se cerca de 20% da área de cultivo com a Moranga. Esta cultivar deve ser plantada de 15 a 20 dias antes da abóbora japonesa, assim se adequa à época de florescimento das duas cultivares. Para garantir a produção é necessário certificar se há existência de abelhas, que serão então os agentes polinizadores.

Alguns agricultores de Goiás têm utilizado ainda a polinização artificial com o hormônio 2,4-D, cujo produto comercial pode ser encontrado no mercado de insumos.  Neste caso, as abóboras japonesa e moranga são plantadas juntas, no mesmo dia. Ao iniciar o florescimento, até às 10 horas da manhã de cada dia, o hormônio é pulverizado na flor da tetsukabuto, com bomba costal e jato dirigido com bico leque, na proporção de 2ml do produto comercial para cada 20 litros de água. Repete-se a pulverização todos os dias, até o momento em que não se consegue caminhar pela lavoura, já que as ramas crescem de forma desordenada. Deste momento em diante, a polinização é feita naturalmente pelas abelhas. A abóbora japonesa Robusta, da Petoseed, por exemplo, conduzida desta maneira em Goiás, apresentou excelentes resultados, já que aproveitou-se assim todo seu potencial de florescimento e produtividade.

O espaçamento de cultivo é variável, geralmente utilizam-se 2,0 x 2,5 m, totalizando 2 mil plantas da abóbora japonesa por ha. O semeio é feito direto na cova, usando uma semente por cova.

Nutrição da cultura

A nutrição é um assunto um tanto delicado de ser comentado, porque cada caso é um caso. Precisa-se conhecer bem as condições de solo. Portanto, recomenda-se antes de qualquer cultivo, realizar análise de solo e definir qual a adubação mais adequada.

Para efeitos práticos, alguns agricultores com bons resultados utilizam:
Plantio: 1300 kg por ha de 04-14-08
Cobertura: 300 kg por ha de 20-00-20, sendo parcelada em duas vezes. A primeira em 15 dias após a germinação e a segunda próxima de 20 dias após a primeira cobertura. Em alguns casos, faz-se fertilização com Ca, B e K via foliar, na época do florescimento.

Sistemas de irrigação

Podem ser utilizados diversos sistemas de irrigação da abóbora japonesa, sendo a aspersão e o método de irrigação por sulco os mais utilizados. O pivô central em regiões de cultivo em grandes áreas também é comum.

É importante salientar que a primeira irrigação, logo após o plantio, deve ser suficiente para umedecer os primeiros 20 cm de solo, que manterá a umidade ao nível adequado para a germinação das sementes.

Depois de instalada a cultura, as irrigações podem-se restringir a 1 ou 2 por semana, aumentando-se a quantidade de água à medida em que as plantas vão se desenvolvendo. Porém, deve-se tomar cuidado para o solo não ficar encharcado.

Deve-se evitar a irrigação, principalmente por pivô ou aspersão convencional, no período da manhã, até às 10 horas, quando as abelhas estão presentes na lavoura, fazendo a polinização.

Pragas e doenças

As principais pragas das abóboras são as vaquinhas (Diabrotica speciosa), a lagarta rosca (Agrotis ipsilon), a broca das cucurbitáceas (Diaphania nitidalis e D. hyalinata) e o pulgão (Aphis gossypii).

As doenças mais comuns na cultura da abóbora são oídio (Erysiphe chicoracearum), míldio (Pseudoperonospora cubensis), antracnose (Colletotrichum gloeosporioides), mancha angular (Pseudomonas lachrymans), sarna (Cladosporium cucumerinum) e a  virose PRSV-W, que é transmitida pela vaquinha.

Tanto no caso de pragas, como no caso de doenças, recomenda-se o controle preventivo, seguindo orientação técnica dos agrônomos regionais, considerar condições climáticas e proximidade a outras lavouras hospedeiras. É sempre importante, para o caso de controle curativo, identificar bem pragas e doenças e assim utilizar produtos específicos e eficientes, buscando a redução de custo de produção.

Para identificar doenças, injúrias, deficiências nutricionais e  alguns distúrbios fisiológicos, o agricultor ou técnico pode consultar o Manual de Identificação de Doenças lançado pela Petoseed.

abobora e abobrinha


Colheita e Armazenamento
Para consumir na forma de abobrinha, deve colher os frutos após 90 dias do pantio, com 20cm de comprimento. As abóboras demoram de 120 a 150 dias para amadurecer, quando a casaca fica dura e o cabinho começa a secar. Não retire o cabinho do fruto, pois ele ajuda na sua conservação.
Para armazenamento escolha as abóboras livre de ferimentos e mais maduras; o ambiente deve ser sombreado, seco e ventilado; evite empilhar os frutos.

Abobrinha
A abobrinha pertence à família cucurbitáceas. Originária do continente americano, a abobrinha é um fruto de fácil digestão, rico em niacina, é fonte de vitamina do complexo B e possui poucas calorias. Contém fósforo, cálcio, ferro e celulose.
Os tipos de abobrinha mais comuns no mercado brasileiro são: a abobrinha tipo menina, que tem o fruto com pescoço, e a tipo italiana, com o fruto alongado sem pescoço. Pode ser encontrada nas cores verde bem claro, quase branca e verde médio com faixas de cor.
A abobrinha estraga rapidamente, ficando murcha e com a casca sem brilho. Em ambiente natural o fruto é conservado por até dois dias. Na geladeira o período de conservação é de, no máximo, cinco dias.
Na hora da compra escolha os frutos firmes, com a casca de cor brilhante, sem partes escuras ou amolecidas.
A abobrinha pode ser consumida refogada, cozida em saladas frias, com suflê, frita à milanesa, recheada. Durante a preparação evite descascá-la, raspe a casca com uma faca




CULTIVO DE ABÓBORA HÍBRIDA


PLANTIO
» Época: ano todo, evitando-se regiões ou épocas frias.
» Espaçamentos: 2x2m; 3x1,5m ou 2,5x2,5m.
» Semeadura direta: uma a duas sementes por cova, a 2 cm de profundidade e cobrir.
» Transplante: mudas com 12 a 15 dias de idade, produzidas em bandejas de isopor com 128 células e no mínimo 6 cm de altura.


  • ADUBAÇÃO

  • » Adubação química: de acordo com a análise de solo. Na falta desta, aplicar, 1000 kg/ha da fórmula 4-30-16 ou 2000 kg/ha da fórmula 4-14-8.
    » Adubação orgânica: 5 kg de esterco de curral ou 2 kg de esterco de galinha curtidos por cova de plantio.
    » Esquema: no plantio, aplicar toda a matéria orgânica e o adubo formulado. Em cobertura, aplicar entre as ramas 50 kg de N/ha, na forma de sulfato de amônio ou uréia, distribuídos em duas vezes, aos 30 e aos 50 dias após o plantio.


  • IRRIGAÇÃO

  • » Em média, 5 mm de água por dia. Irrigar até quatro vezes por semana, dependendo do solo, das condições climáticas e do estádio de crescimento das plantas. Solo argiloso permite irrigações mais espaçadas. Utilizando-se mudas, fazer uma irrigação prévia para atingir o nível de umidade do solo apropriado ao transplante. Evitar irrigações por aspersão pela manhã, para não prejudicar a polinização.

  • FRUTIFICAÇÃO

  • » Pode ser natural (por polinização) ou através do uso de hormônio (por partenocarpia).
    Frutificação natural ou sexuada
    Plantio de uma fileira de abóbora ou moranga como polinizadora, intercalada a cada quatro fileiras do híbrido. Semeio da polinizadora de 15 a 21 dias antes do semeio do híbrido. É indispensável a presença de agentes polinizadores, como abelhas.
    Frutificação assexuada com o uso de hormônio
    » Modo de uso: pulverizar um jato rápido de uma solução de 2,4-D comercial ou alfa-naftalenoacetato de sódio, no interior da flor feminina.
    » Dose: 1,5 a 2,0 ml por 10 litros de água.
    » Época de aplicação: diariamente das 6 às 10 horas da manhã, durante todo o período de floração.
    » Vantagens: dispensa o plantio da abóbora ou moranga polinizadora e a presença de abelhas, garantindo maior produtividade.


  • CONTROLE FITOSSANITÁRIO

  • » Práticas culturais, como escolha, preparo e adubação do solo; plantio de semente de boa qualidade; manejo da água de irrigação e controle de plantas daninhas reduzem as chances do aparecimento de doenças e pragas e, consequentemente, a necessidade do uso de agrotóxicos. Em caso do ocorrência de pragas e doenças, procurar o Serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural. Evitar pulverizações no período da manhã para não prejudicar a polinização.

  • COLHEITA, TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO DOS FRUTOS

  • » Colheita: manual, quando os frutos estiverem maduros, em geral, de 90 a 110 dias após o plantio. O fruto maduro apresenta a parte apoiada no solo com cor amarelada e o pedúnculo com a cor palha, parecendo estar seco.
    » Transporte: do campo ao local de armazenamento, à granel em caminhões ou carretas. Evitar danos mecânicas.
    » Armazenamento: após a colheita, os frutos devem ficar em local seco, sombreado e bem ventilado. Fazer inspeções periódicas eliminando os frutos podres.


  • CLASSIFICAÇÃO E EMBALAGEM DOS FRUTOS

  • » Classificação: por peso dos frutos, eliminando-se aqueles danificados, podres, queimados pelo sol e os inferiores a um quilo. As classes comerciais podem ser de 1,0 a 1,7 kg; 1,8 a 2 ,5 kg e maiores do que 2,5 kg,
    » Embalagem: em sacos de ráfia com capacidade para 30 kg de frutos.

    Abóbora Híbrida

    Jabras- Híbrido Nacional de Abóbora Tetsukabuto


    ORIGEM
    'Jabras' é um híbrido F1 interespecífico de abóbora, obtido do cruzamento entre uma linhagem de Cucurbita maxima e outra linhagem de C. moschata, ambas desenvolvida na Embrapa Hortaliças.

  • CARACTERÍSTICAS

  • O híbrido possui hábito de crescimento prostrado, indeterminado e vigoroso, apresentando ramas médias, com boa cobertura de flores femininas. Seu florescimento inicia-se, em geral, aos 35-45 dias após o plantio. Os frutos são de formato arredondado, casca verde-escura brilhante, pouca rugosidade, e peso médio de 2,0 kg podendo atingir cerca de 3,0 kg. A polpa dos frutos é amarela-alaranjada, com 2,7 cm de espessura média. O híbrido Jabras apresenta boa uniformidade de concentração de maturação, sendo a colheita realizada em torno de 90-110 dias após o plantio.

  • PRODUTIVIDADE

  • Em condições experimentais, 'Jabras' tem produzido de 12 a 23 t/ha de frutos em cultivo de polinização natural, com abelhas, e de 25 a 35 t/ha com uso de fitoreguladores de crescimento, substituindo a polinização natural e produzindo frutos partenocárpicos (sem sementes).

  • RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS

  • O sistema de produção recomendado para 'Jabras' é o mesmo normalmente adotado para os outros híbridos interespecíficos existentes no mercado. O híbrido Jabras foi avaliado e indicado para cultivo nas principais áreas produtoras de abóbora híbrida dos estados da BA, DF, ES, GO, MG e SP, evitando-se o plantio em regiões e épocas em que ocorrem geadas. Em regiões mais quentes, pode-se realizar a semeadura o ano todo. Os espaçamentos mais utilizados são 2x2 m e 2,5x2,5 m. O plantio é feito em semeadura direta, colocando 1-2 sementes por cova, a cerca de 2 cm de profundidade, ou por transplantio de mudas. Neste caso, semear em bandejas de 72 células, e transplantar 12-15 dias após a semeadura

  • FRUTIFICAÇÃO SEXUADA

  • Para a polinização natural ou frutificação com pólen (sexuada), fazer o plantio intercalado de uma fileira de cultivar polinizadora a cada quatro fileiras do híbrido, 15 a 21 dias antes da sua semeadura. Pode-se utilizar as cultivares Coroa, Canhão ou Menina Brasileira como polinizadoras. E' importante a presença das abelhas como agentes polinizadores para pegamento dos frutos.

  • FRUTIFICAÇÃO ASSEXUADA

  • Pode-se também promover a frutificação assexuada (partenocárpica) com o uso de fitoreguladores de crescimento, pulverizando-se diariamente um jato rápido (2 ml) de 2,4 D no interior das flores femininas abertas durante a manhã, no período 6 às 11 horas. A dosagem recomendada do produto é 200 mg/L ou seja, uma solução preparada de 1 ml em 5 litros de água. Esta prática dispensa o plantio de plantas polinizadoras e a presença de abelhas.
    A Embrapa Hortaliças dispõe de maiores informações sobre polinização e frutificação de abóbora (Comunicado técnico nº 12,


    Abobora Brasileirinha,caracteristicas


    CARACTERÍSTICAS GENÉRICAS::
    Ciclo Verão (dias)
    65

    Tipos de Frutos
    Cilíndricos

    Cor das Cascas
    Verde e amarelo

    Comprimento comercial
    12 - 18 cm

    Peso comercial
    180 - 400 g

    Comentários

  • Frutos com pescoço de cor verde e amarelo

  • Pode ser usada para picles quando os frutos atingirem de 9 a 10cm de comprimento

  • ÉPOCA DE PLANTIO:

    Epócas de plantio(valido para todas as variedades)
    cor/mês vermelho amarelo verde
    janeiro sim sim sim
    fevereiro sim sim não
    março sim não não
    abril sim não não
    maio sim não não
    junho sim não não
    julho sim não não
    agosto sim sim não
    setembro sim sim sim
    outubro sim sim sim
    novembro sim sim sim
    dezembro sim sim sim
    by:carlos pena
    NECESSIDADES DE SEMENTES PARA PLANTIO::
    Espaçamento (cm) Linhas x Plantas
    300 x 100

    Nº de plantas / ha
    3.300

    Nº aproximado de sementes / g
    15

    Necessidade (g/ha)

    Abobora Hibrida,processos de polinização

     
    1. INTRODUÇÃO
    As abóboras e morangas têm elevada importância sócio-econômica em diferentes regiões do país ocupando o 7o lugar entre as hortaliças, sendo que o cultivo da abóbora híbrida interespecífica (Cucurbita maxima x Cucurbita moschata), conhecidamente como abóbora tipo Tetsukabuto, Kabutiá ou abóbora japonesa, está em franca expansão, chegando a dominar o mercado em algumas regiões brasileiras. Minas Gerais plantou, em 1994, 2.694 ha, com uma produção total de 23,6 mil toneladas e produtividade média de 8,7 t/ha, a qual deve representar a média nacional.
    A abóbora híbrida apresenta várias vantagens sobre as cultivares de polinização aberta ou sejam: precocidade (100 a 110 dias); resistência à broca; estabilidade de produção; uniformidade no tamanho e coloração do fruto (casca verde escuro e polpa alaranjada); resistência ao manuseio, transporte e pós-colheita; melhor qualidade nutritiva e culinária. Essas características proporcionam uma grande aceitação para a comercialização, principalmente, naqueles mercados mais exigentes onde somente a abóbora com frutos de tamanho e coloração uniformes, bom sabor, polpa enxuta e baixo teor de fibras alcançam maior valor comercial.
    Embora diversos híbridos já tenham sido obtidos no Brasil (“AG 90“, “Agroflora 12“, “Agroflora 13“, “Jabras“, “Lavras 1“, “Lavras 2“, “Samanta” e “Suprema“) e no exterior “Kaneco”, “Kiowa”, “Kobayashi”, “Osawa”, “Oghata”, “Sakata”, “Takayama”, “Takii” etc), muitas de suas características de crescimento não foram completamente determinadas para as condições brasileiras. Em geral, as exigências culturais dos híbridos são muito diferentes das culturas de abóboras e morangas. As plantas dos híbridos têm alto vigor, grande capacidade de resposta à fertilização e precocidade, entretanto, baixas produtividades têm sido observadas muitas vezes devido a baixa eficiência do processo de frutificação.
    A seguir são descritas as informações e tecnologias sobre os processos sexuados e assexuados da frutificação da abóbora híbrida, desenvolvidos na Embrapa Hortaliças. As técnicas de cultivos foram descritas por Pedrosa et al. (1982), Pereira et al. (1996) e Sistema (1980).
    2. PROCESSOS DE FLORESCIMENTO, FECUNDAÇÃO E FRUTIFICAÇÃO 2.1. Florescimento e frutificação
    Em geral, as cucurbitáceas se caracterizam por possuírem flores unissexuais na mesma planta (Figura 1B) ou seja de expressão sexual monóica, apresentando compatibilidade de cruzamento entre as cultivares dentro do mesmo gênero e entre espécies. Por outro lado, os híbridos tipo Tetsukabuto apresentam flores macho estéreis, ficando, portanto, a frutificação dependente primordialmente da eficiência do processo de florescimento e fecundação.
    Normalmente, o potencial produtivo de flores depende, das características genéticas e fisiológicas das plantas, do estado nutricional e sanitário da cultura. Os cultivos realizados em solos com boa fertilidade, alta fertilização e que apresentaram um bom estado fitossanitário produzem, em geral, cerca de 20.000 a 30.000 flores/ha (Figura 2). A abóbora apresenta uma alta capacidade de resposta às adubações químicas situando-se em cerca de 2 t/ha da fórmula 4-14-8 no plantio, 50 a 100 kg de Nitrogênio / ha em cobertura, associados ou não a 3 a 4 t/ha de esterco de galinha misto.
    2.2. Polinização, fecundação e frutificação
    O potencial de frutificação da cultura dependerá não só da produção de flores femininas do híbrido (Figuras 1 e 2), mas também do processo de fecundação destas. O processo de frutificação dos híbridos de abóbora tipo Tetsukabuto pode ser feito, basicamente de duas maneiras:
    2.2.1. Frutificação sexuada – para que haja o desenvolvimento do ovário e, consequentemente, o pegamento e desenvolvimento do fruto com formação de sementes, é necessário que haja polinização seguida da fertilização (Figura 3).
    Para o ovário da flor feminina da abóbora híbrida (Figura 3A lado direito, 3E) completar o seu desenvolvimento e formar o fruto com sementes a flor feminina deve receber o pólen da cultivar polinizadora no seu estigma, após a formação e maturação do ovário. O pólen germina até atingir o óvulo, completando, posteriormente, a formação do fruto. O tamanho, formato e uniformidade dos frutos dependem da quantidade de pólen transferido das anteras das flores masculinas para o estigma das flores femininas (Figura 3 C-E)
    O polén transporta para o estigma uma pequena dose de hormônio (auxina). A auxina é responsável por um desencadeamento de reações bioquímicas e quebra da cadeia de açúcares presentes do pedúnculo do frutinho. Sem a quebra desta cadeia de açúcar existente no pedúnculo, o fruto não desenvolve, devido a uma alta concentração de açúcar, morrendo por osmose, isto é, a planta não tem capacidade de transportar água suficiente para contrabalançar o teor de açúcar existente no pedúnculo, ocorrendo abortamento do frutinho (Tasakii, 1995, Comunicação pessoal: Dr. Seikoh Tasakii, Agroflora S/A Reflorestamento e Agropecuária, Av. Antônio Pires Pimentel, 2046, CEP12900-000 – Bragança Paulista – SP, Telefone: (011)7844-1600, Fax: (011)7844-3022.).
    Na frutificação sexuada é necessário o uso de cultivares polinizadoras para garantir a produção de pólen para a fertilização das flores femininas do híbrido pelos insetos silvestres. Existem várias cultivares polinizadoras que podem ser usadas, tais como: Coroa, Canhão ou Menina Gigante, Exposição, Menina Brasileira, Tronco Redondo, etc.
    A proporção de plantio da cultivar polinizadora para o híbrido é variável de acordo com as características do polinizador e do híbrido sendo as proporções de 15% a 20% as mais promissoras quando se utiliza uma das cultivares polinizadoras mencionadas acima.
    Além do uso de uma proporção correta da cultivar polinizadora para o híbrido é necessário que haja uma sincronização do florescimento das flores femininas do híbrido e masculinas da cultivar, uma vez que as flores femininas das cucurbitáceas apresentam-se receptivas para fertilização somente por poucas horas na parte da manhã quando elas estão em antese ou abertas uma única vez. Em geral, o período de florescimento das cultivares polinizadoras e dos híbridos não é sincronizado, em relação a mesma data de plantio. É necessário, portanto, que a produção e disponibilidade do pólen seja coincidente com o período de florescimento do híbrido para garantir que os insetos possam levá-lo até as flores femininas. Sabe-se que o plantio das cultivares polinizadoras deve ser antecipado cerca de 15 a 21 dias ao do híbrido. Um dos fatores importantes é a quantidade e qualidade do pólen da cultivar polinizadora a ser utilizada em associação com o híbrido. Verificou-se que “Menina Brasileira”, “Coroa" e “Exposição” apresentaram grande quantidade de pólen.
    A polinização cruzada das flores femininas do híbrido é entomófila, requerendo, portanto, a ação dos insetos silvestres, representada basicamente pelas abelhas. A atividade das abelhas depende das condições climáticas, sendo que a maior atividade delas ocorre nas temperaturas de 21C a 39C, apresentando o ideal entre 28C a 30C. Normalmente, elas não trabalham nos dias chuvosos e nublados diminuindo a polinização das flores e, consequentemente, a eficiência do processo de frutificação. Destaca-se, portanto, que a produtividade das cucurbitáceas depende da eficiência da polinização. A taxa de pegamento dos frutos depende da eficiência da polinização realizada. Apesar de se recomendar o uso de colmeias nas culturas de abóbora híbrida para garantir um maior número de abelhas e, consequentemente maior pegamento de frutos, tem-se observado, em muitos casos, cultivos sem a colocação destas. Observou-se em 1995 e 1996 taxas médias de pegamento do híbrido Jabras, nas condições da área experimental da Embrapa Hortaliças em Brasília - DF, de 27% e produtividades de 6 a 12 t/ha. A estimativa de florescimento foi de 23.500 flores/ha com uma produção de frutos por planta de 2,64 a 3,99. Estes resultados indicaram uma baixa atividade de insetos silvestres e que a frutificação depende não somente da capacidade de produção de flores femininas pelo híbrido, mas sobretudo da eficiência do processo de polinização.
    2.2.2. Frutificação assexuada ou partenocárpica – feita através da aplicação exógena de um fitohormônio com característica da auxina.
    A formação de frutos partenocárpicos é possível via aplicação exógena de um hormônio sintético (ácido indol acético, alfa naftaleno acetato de sódio) ou produto com características da auxina, tal como o 2,4-D (ácido 2,4-diclorofenoxiacético). O 2,4-D quando aplicado em concentrações baixas atua como hormônio de crescimento à semelhança da auxina ou ácido indol acético (AIA) .
    A aplicação correta da dosagem do hormônio nas flores femininas em antese é muito importante, pois, o 2,4-D aplicado em concentrações altas, atua de maneira inversa à auxina natural (AIA) existente no interior das plantas, proporcionando uma completa desregulação nos principais processos metabólicos, tais como: a
    fotossíntese, o metabolismo dos hidratos de carbono, a respiração, a transpiração e movimento de solutos e o metabolismo do N e do P. As plantas submetidas à doses excessivas do 2,4-D cessam o crescimento mostrando sintomas de ramas enroladas e contorcidas, estreitamento do limbo foliar, denominados de epinastia.
    Os resultados de pesquisa desenvolvidos pela Embrapa Hortaliças indicaram que as dosagens de 200 a 250 ppm de 2,4-D promoveram maiores produtividades, apresentando custo insignificantes comparativamente ao do hormônio sintético puro (AIA). O gasto total da solução de 2,4-D aplicada nas flores produzidas em um hectare de abóbora híbrida é de aproximadamente 60 litros, correspondendo a 15 ml do produto comercial 2,4-D. As aplicações são feitas sob a forma de jato rápido (cerca de 2 ml/flor) diariamente no interior ou exterior de cada uma das flores em antese (Figura 4A). Deve-se evitar escorrimento da solução do fitohormônio nas folhas, uma vez que as plantas da abóbora híbrida toleraram concentrações totais de aproximadamente 0,4 a 0,5 mg do ingrediente ativo de 2,4-D/planta como consequência das aplicações diárias de 300 ppm de produtos comercias de 2,4-D nas flores abertas durante o período de florescimento.
    O período mais apropriado para aplicar o fitohormônio é durante a parte da manhã (6:00 às 11:00 horas), quando as flores estão abertas e receptivas à fecundação.
    A frutificação assexuada obtida pelo uso de fitohormônio é muito maior do que pela frutificação sexuada realizada através da polinização pelos insetos silvestres.
    3. SÍNTESE DAS RECOMENDAÇÕES BÁSICAS PARA O PROCESSO DE FRUTIFICAÇÃO DA ABÓBORA HÍBRIDA.
    A Embrapa Hortaliças dispõe de um folder sobre as recomendações de cultivo da abóbora híbrida (disponível no endereço da ´home page´ da Embrapa Hortaliças http://www.cnph.embrapa.br) e um video ilustrativo do sobre o uso do fitohormônio.
    Além do estado nutricional e sanitário da cultura, considera-se a produção de flores femininas do híbrido e o pegamento dos frutos como os dois processos mais importantes para a frutificação e garantia de altas produtividades da abóbora híbrida. Normalmente, as culturas sadias e bem nutridas devem produzir de 20.000 a 30.000 flores/ha (Figura 2), obtendo-se produtividades de 20 a 35 t/ha quando se obtém taxas de pegamento de frutos de 60 a 80%.
    O ciclo da cultura varia de 95 a 110 dias ocorrendo o início do florescimento do híbrido geralmente de 35 a 45 dias após o plantio, se estendendo cerca de 35 a 45 dias.
    A frutificação pode ser feita sexuada ou assexuadamente, conforme descrito a seguir:
    1. Frutificação natural ou sexuada - faz-se o plantio antecipado de uma fileira da cultivar de abóbora ou moranga polinizadora intercalada a cada quatro fileiras do híbrido, de 15 a 21 dias antes da semeadura definitiva do híbrido. As cultivares polinizadoras mais utilizadas são: “Canhão” ou “Exposição”, “ Coroa”, “Menina Brasileira”, “Tronco Redondo”, etc. Neste caso, é indispensável a presença de agentes polinizadores, como abelhas. Pode-se usar a população natural de abelhas, embora seja mais recomendável a colocação de 3 a 6 colmeias/ha para promover uma melhor taxa de pegamento de frutos. A taxa de pegamento varia de 25% a 50%.
    2. Frutificação assexuada ou partenocárpica – feita com o uso de um fitohormônio ou produto com ação das auxinas, aplicando-se o produto diretamente no interior ou exterior de cada uma das flores femininas do híbrido abertas diariamente (Figura 4A). Para tal, pulveriza-se um jato rápido (mais ou menos 2 ml/flor) de uma solução de 2,4-D nas flores femininas abertas, no período da manhã (6:00 às 11:00 horas). Esta operação é repetida diariamente naquelas flores que estiverem abertas, durante todo o período de floração (cerca de 35 a 45 dias) (Figura 2). Recomenda-se a dosagem de 133 a 166 ppm do ingrediente ativo de 2,4-D amina. Assim, deve-se misturar, por exemplo, 1,0 a 1,2 ml de um produto comercial na formulação 670 g/l de 2,4-D* amina em 5 litros de água, correspondendo, neste caso, a dosagem de 200 a 250 ppm do produto comercial. A solução do 2,4-D* preparada deve ser guardada em lugar fresco e sombreado, podendo ser usada até uma semana após o preparo. Aplica-se a sloução hormonal com mini-pulverizador ou pulverizador costal convencional.
    * O 2,4-D apresenta vários formulações e marcas comerciais descritas a seguir:
    Nome comercial
    Formulação (g/l)
    Fabricante
    Aminamar
    670
    DowElanco
    Aminol
    670
    Herbitécnica
    DMA 806 BR
    670
    DowElanco
    2,4-D Isamina
    670
    Paragro-Sipcam
    Fórmula 480 BR
    480
    DowElanco
    Herbi D 480
    480
    Herbitécnica
    Tornado
    670
    Du Pont
    U-46 D-Fluid
    670
    Basf Brasileira
    * A escolha do produto é indiferente de qualquer marca comercial, devendo observar as recomendações de rótulo.
    Esta prática dispensa o plantio de abóbora ou moranga polinizadora e a presença de abelhas, permitindo o plantio de toda a área com o híbrido, tipo Tetsukabuto. A taxa do pegamento dos frutos, é geralmente maior do que o processo natural, variando de 60 a 80%. Gasta-se, em geral, de 12 a 15 serviços dias-homem na aplicação do fitohormônio por hectare, durante todo o período de florescimento da abóbora. Os gastos com o produto 2,4-D é insignificante uma vez que se gastam 60 litros da solução num total de 15 ml do 2,4-D/ha.
    O aplicador deve contar as flores femininas tratadas diariamente e anotar em uma planilha de campo para finalmente totalizar o número de flores produzidas na área plantada. Para calcular o índice (%) de pegamento dos frutos é necessário contar todos os frutos (comerciais e refugos) produzidos, fazendo-se uma regra de três simples entre flores e frutos produzidos, ou seja: multiplica-se o número total de flores por 100 e divide pelo número de frutos obtidos. Quando a área de plantio é muito grande pode-se selecionar uma área menor (cerca de um ha) para fazer todo o processo das anotações. Posteriormente, estima-se a produção potencial multiplicando o número total de flores pela taxa de pegamento dos frutos e pelo peso médio de frutos, ou seja 1,9 kg, em geral.
    4. COLHEITA, TRANSPORTE, ARMAZENAGEM, CLASSIFICAÇÃO E EMBALAGEM
    Faz-se a colheita manualmente quando os frutos estiverem maduros, em geral aos 95 a 110 dias após o plantio, em 2 a 3 vezes (Figura 4B). O fruto maduro apresenta a parte que fica apoiada na terra com cor amarelada e o pedúnculo com a cor palha, parecendo estar seco. Corta-se o pedúnculo com 2 cm de comprimento. Deve-se evitar danos mecânicos. Dependendo da sanidade da cultura e da incidência de plantas daninhas, a área foliar das plantas pode ser reduzida permitindo a incidência solar nos frutos, provocando queimaduras destes, reduzindo a qualidade do produto.
    De modo geral, o transporte dos frutos do campo ao local de armazenamento é feito a granel, em caminhões ou carretas. Após a colheita, os frutos devem ficar em local seco, sombreado e bem ventilado, evitando fazer montes de abóbora muito grandes, pois pode ocorrer doenças nos frutos. Durante o armazenamento fazer inspeções periódicas eliminando os frutos podres e danificados.
    Os frutos devem ser classificados quanto ao tamanho, eliminando-se os refugos (danificados, podres, queimados pelo sol e os menores do que um quilo). As classes comerciais podem ser de 1,0 a 1,7 kg; 1,7 a 2,5 kg e maiores do que 2,5 kg. A embalagem para a comercialização no atacado é feita em sacos de ráfia com capacidade para 18 a 20 kg de frutos.
    5. VANTAGENS, CUSTOS E BENEFÍCIOS DOS SISTEMAS DE CULTIVOS COM FRUTIFICAÇÃO ENTOMÓFILA E COM O USO DE FITOHORMÔNIO
    O custo médio da produção de abóbora híbrida situa-se, em geral, de R$1.200,00 a R$1.500,00/ha. As diferenças nos custos dos dois sistemas ocorrem basicamente no uso das colméias pelo primeiro e na mão-de-obra gasta no segundo método, uma vez que o custo do produto 2,4-D é insignificante.
    O sistema de frutificação sexuado ou entomófilo requer o uso de 4 a 6 colméias para garantia de uma maior taxa de frutificação (25 a 50%), ao passo que o sistema de frutificação com o uso de fitohormônio gasta-se 12 a 15 serviços dias-homem para aplicar o 2,4-D nas flores femininas de um hectare, promovendo, em geral índices de pegamento dos frutos de 60 a 80%. Utilizando-se os custos médios estimados de R$ 50,00/colméia e R$10,00/serviço serão gastos cerca de R$200,00 e R$150,00 com os dois sistemas de frutificação, respectivamente.
    As produtividades obtidas através do sistema de frutificação com uso do fitohormônio são normalmente maiores (cerca de 50 a 200%, em geral) do que o processo de frutificação entomófila, devido a maior taxa de pegamento dos frutos e ao maior número de plantas por área plantada. Adcionalmente, os frutos do híbrido apresentam maior valor comercial e nutritivo do que os frutos produzidos pelas cultivares polinizadoras utilizadas no processo de frutificação entomófila.
    A relação de custos / benefícios do cultivo da abóbora híbrida depende basicamente da produtividade obtida, dos preços dos insumos e da qualidade do produto que varia de acordo com a época do ano e local de comercialização. A amplitude de margens de lucros é larga tendo sido observados relações de custos / benefícios desde 1:1 até 1:6, indicando o cultivo da abóbora híbrida como um excelente negócio.


    Figura 1. Campo de produção de abóbora híbrida na fase de início de florescimento (A) e ilustração das flores masculinas (B, esquerda) e femininas (B, direita).

    Figura 2 - Padrão de florescimento da abóbora híbrida: produção diária (A) e acumulada (B) de flores femininas/ha dos híbridos Jabras e Takayama, em Brasília – DF, 1996.
    Ver gráfico A
    Ver gráfico B
    Figura 3. Ilustração da macho esterilidade das flores masculinas da abóbora híbrida (A, esquerda; B), antera da flor masculina da cultivar polinizadora (C) fornecedora de grãos de pólen (D) para a polinização da antera da flor feminina da abóbora híbrida (A, direita; E) e fecundação do ovário da flor feminina (E parte inferior) e pegamento do frutinho (E, esquerda).
    Figura 4. Demostração da aplicação diária da solução de 2,4-D na flor feminina em antese (A) e frutos produzidos com o uso do produto (2,4-D) para frutificação partenocárpica (B).



    ABÓBORA ORNAMENTAL


    ABÓBORA ORNAMENTAL MISTURA, CALABACITA DE ADORNO VARIADA, COLOQUINTE DÉCORATIVE VARIÉE, ORNEMENTAL GOURD MIXED


    Cucurbita pepo
    Planta anual.
    Variedade que produz frutos pequenos de diversas formas e tamanhos que depois de colhidos e secos são muito decorativos no interior das casas.
    Cultiva-se em terra fértil de jardim.
    Utilização: decoração.



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    Altura Média: 50 cm
    Largura Média ou Compasso: 10 x 50 cm
    Época de Sementeira ao Ar Livre: Pleno Inverno, Final de Inverno, Início de Primavera, Plena Primavera, Final de Primavera, Início de Verão;
    Época de Colheita: Início de Primavera, Plena Primavera, Final de Primavera, Início de Verão;